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3 de abr de 2017

Deputado Zé Roberto e esposa de Amélio são alvo de operação que apura desvios em assentamentos.

O deputado estadual José Roberto (PT) está no alvo da Operação Rota 26, deflagrada nesta segunda-feira, 2, e que apura possível desvio de R$ 1,4 milhão de obras de implantação e recuperação de estradas vicinais em projetos de assentamento situados em municípios tocantinenses, no âmbito da Superintendência do Incra do Tocantins. A PF trabalha em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU). A princípio, a informação é de que contra os dois haveria um mandado de condução coercitiva. O deputado estadual Amélio Cayres (SD) informou a todos os portais de notícias que ele não foi alvo da operação, como os sites tinham informado. No entanto, admitiu que a PF foi à sua residência em Palmas para buscar documentos referente a convênio da época em que sua esposa, Geneci Cayres, foi prefeita de Esperantina, no Bico do Papagio.

De acordo com Cayres, Geneci foi chamada a depor na PF, mas não houve condução coercitiva contra ela. "Ela foi em horário marcado pela PF, com o seu advogado", contou. O parlamentar garantiu, porém, que as contas da ex-prefeita, sobre o convênio, foram aprovadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

A diligências realizadas durante a investigação apontaram deficiência na elaboração dos projetos de engenharia, impropriedades no acompanhamento e fiscalização de obras, sobreposição de projetos para um mesmo trecho, serviços não executados e pagos e obras executadas fora da área dos assentamentos ou fora da área de acessos a estes, dentre outras irregularidades que resultaram em um prejuízo de cerca de R$ 1,4 milhão de reais, de um total de aproximadamente R$ 4,2 milhões investidos nas obras.

Participam da operação cerca de 90 policiais federais. Ao todo estão sendo cumpridos 39 Mandados Judiciais nos municípios Palmas, Miranorte, Paraíso, Araguaína, Buritis do Tocantins e Araguatins, sendo 21 Mandados de Busca e Apreensão e 18 Mandados de Condução Coercitiva. São alvos das medidas o prédio sede da Superintendência Regional do Incra no Estado do Tocantins, servidores e ex-servidores da Autarquia Agrária, ex-prefeitos, empresários e dois deputados estaduais.

Os fatos em apuração configuram, em tese, os crimes de desvio de recursos, falsidade ideológica, fraude em procedimentos licitatórios e organização criminosa, cujas penas podem chegar a 12 anos de reclusão.

O nome da operação – Rota 26 – é uma alusão à lendária estrada americana que foi desativada em razão do surgimento de estradas mais modernas. O número 26 é mencionado para identificar a Superintendência Regional do INCRA no Estado do Tocantins – SR-26. (Com informações da PF)




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