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15 de set de 2018

Tocantinense doa órgãos que pode salvar a vida de seis pessoas


Médicos vindos de São Paulo e Brasília realizaram neste sábado (15) a maior captação de órgãos da história do Tocantins. O procedimento feito no Hospital Geral de Palmas pode salvar a vida de seis pessoas que aguardam transplantes na fila do sistema nacional.



A cirurgia foi feita em uma estudante do curso técnico em enfermagem. Ela tinha 24 anos que sofreu um acidente de trânsito em Gurupi no dia oito de setembro. Na sexta-feira (14) os médicos confirmaram a morte encefálica dela. Isso significa que o coração continua batendo, mas o cérebro deixa de funcionar.

A família decidiu fazer a doação mesmo em meio ao momento de dor. Um ato de generosidade que vai salvar pacientes em São Paulo, Brasília e no Tocantins.

A mãe da jovem, Antônia Facundes, explicou porque resolveu tomar esta atitude. "Ele me convenceu, me mostrou os caminhos, que eu poderia salvar vidas, que eu poderia colocar a vida da minha filha em outras pessoas que estavam entre a vida e a morte".


Os transplantes ocorrem através de uma cirurgia tradicional e ao fim do procedimento o corpo é reconstituído, podendo ser velado normalmente.

A doação de órgãos e tecidos pode ocorrer após a constatação de morte encefálica, que é a interrupção irreversível das funções cerebrais, ou em vida.

De acordo com a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), de cada oito potenciais doadores, apenas um é notificado. Enquanto em países como Espanha – referência mundial quando o assunto é transplante – são registrados perto de 40 por milhão, no Brasil essa taxa está próxima de 15.

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